Ontem conversando com uma amiga aconteceu uma sincronicidade interessante. Comentava com ela sobre um pensamento meu e à noite folheando uma revista de astrologia encontrei praticamente as mesmas palavras de nossa conversa. Não é nenhuma novidade o que vou dizer, mas serve como um alerta pra todos nós que vivemos caindo nessas armadilhas do ego.
No post anterior falei sobre a questão da necessidade que temos de segurança, seja física, emocional e espiritual. No fundo tudo se conecta porque um aspecto se reflete no outro (como está em cima, assim está embaixo). Falando pelo aspecto emocional, é normal do ser humano procurar fugir do sofrimento criando métodos conscientes ou inconscientes de defesa.
O problema é que essas defesas ao longo do tempo se tornam como tijolos de um muro cada vez mais alto ao nosso redor, prefiro a analogia do muro pois com grades ainda podemos ter uma boa visão do que nos rodeia, mas atrás de uma parede tudo fica mais difícil.
Esse isolamento, guardando as devidas proporções referentes à bagagem de cada pessoa, irá trazer sérias dificuldades no futuro como doenças e distúrbios de comportamento. È muito importante que possamos identificar essas limitações, pois já temos suficientes condicionamentos externos impostos pela cultura, governo, religiões, etc.
O ideal é que pudéssemos demolir esses muros antes que algo externo o faça (me fez lembra da carta “A Torre” do tarô), o que seria extremamente doloroso. Como fazer isso então? Questionando-se e observando com atenção seus motivos, suas idéias e seus conceitos (ou pré-conceitos sobre a vida). Converse, pergunte, investigue sem medo.
É como o velho mito da caverna de Platão, no início a luz vai incomodar seus olhos sensíveis e acostumados às sombras, no entanto existe um universo inteiro a seu dispor esperando para ser apreciado. Boa Sorte!

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